Na arena política, amizade, gratidão e lealdade não passam de palavras ocas, usadas apenas quando convêm.
Entre políticos oportunistas, esses valores não têm substância: são descartáveis, como peças de figurino trocadas conforme o espetáculo exige. O que realmente move cada gesto, cada discurso inflamado e cada promessa vazia é apenas uma obsessão: conquistar o poder ou se agarrar a ele com unhas e dentes.
Quando o interesse próprio entra em jogo, acredite, não há hesitação. A amizade vira rivalidade, a gratidão é esquecida e a lealdade se transforma em traição. Tudo isso sem culpa, sem remorso, sem vergonha. O cálculo é frio: quem atrapalha hoje será eliminado amanhã, quem ajuda hoje será descartado depois.

A corrida insaciável que temos assisitido nessa disputa 2026, o jogo é sujo e cruel. Quando os interesses pessoais entram em cena, a amizade se transmuta em rivalidade, a gratidão vira esquecimento e a lealdade se dissolve em traição. Tudo isso sem culpa, sem o menor traço de remorso, sem vergonha. O cálculo é frio: quem atrapalha hoje será eliminado amanhã, quem ajuda hoje será descartado depois.
O que verdadeiramente importa nessa disputa não é o bem comum, não é o povo, não é a ética — é o próprio umbigo. O poder é o troféu, e para alcançá-lo vale qualquer golpe, qualquer aliança efêmera, qualquer punhal cravado nas costas de quem ontem era aliado.
O resultado é um espetáculo grotesco que se repete a cada eleição: políticos que se abraçam em público e conspiram em privado; que juram fidelidade em discursos e tramam a queda dos parceiros nos bastidores. A política, nesse cenário, não é serviço público, mas um mercado de vaidades e interesses, onde a moeda de troca é a traição e o lucro é o poder.


