{"id":1456,"date":"2023-05-13T14:20:57","date_gmt":"2023-05-13T17:20:57","guid":{"rendered":"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/?p=1456"},"modified":"2025-07-05T20:49:52","modified_gmt":"2025-07-05T23:49:52","slug":"__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/index.php\/2023\/05\/13\/__trashed\/","title":{"rendered":"Meu nome \u00e9 GUERREIRO"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"alignleft size-medium\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"187\" height=\"300\" src=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-GUERREIRO-1-1-edited-187x300.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1466\" srcset=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-GUERREIRO-1-1-edited-187x300.jpg 187w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-GUERREIRO-1-1-edited-640x1024.jpg 640w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-GUERREIRO-1-1-edited.jpg 693w\" sizes=\"auto, (max-width: 187px) 100vw, 187px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Eu vou contar para os humanos a minha hist\u00f3ria. Nasci numa casa desocupada onde minha m\u00e3e e outros gatos de rua viviam em grupo e se abrigavam.  Quando a noite chegava os adultos saiam para passear, namorar, mas, principalmente para ca\u00e7ar alimentos. Minha m\u00e3e sempre ia junto com o grupo. Precisava se alimentar para dar conta de seus filhotes gulosos. Eu era um deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembro que nem sempre todos sobreviviam ap\u00f3s as noitadas. Alguns voltavam bem machucados, arranhados ou gravemente feridos depois de lutas ferozes em defeso do territ\u00f3rio onde viv\u00edamos. Alguns morriam envenenados pelos humanos incomodados com a nossa presen\u00e7a. Outros morriam doentes ou por falta de ajuda para tratar das feridas graves resultante dos embates com os gatos de outros grupos e territ\u00f3rios. O certo \u00e9 que n\u00e3o tem vida f\u00e1cil para nenhum gato de rua. Dizem que nas ruas n\u00e3o sobrevivemos mais de 3 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fui crescendo e de repente chegou aquela hora de ter que sair para correr atr\u00e1s do que comer e tocar a minha vida de gato de rua. Numa das noitadas, minha m\u00e3e saiu para ca\u00e7ar comida e n\u00e3o voltou mais. Com certeza foi v\u00edtima de alguma maldade. Em pouco tempo perdi tamb\u00e9m alguns irm\u00e3os que foram atropelados pelos carros, muito mais por descuido, por falta de experi\u00eancia de sair nas ruas, do que pela maldade dos humanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para entrar e sair da casa onde viv\u00edamos faz\u00edamos isso atrav\u00e9s de dois tubos de PVC por onde escoava a \u00e1gua em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 rua nos dias de chuva. Os tubos tinham a boca grande e n\u00e3o havia risco de ficarmos atolados neles. As vezes acontecia de ficar sem passagem devido o lixo e as folhas das \u00e1rvores que a \u00e1gua da chuva arrastava para dentro dos tubos, por\u00e9m, nada que algu\u00e9m do grupo n\u00e3o conseguisse resolver.<\/p>\n\n\n\n<p>Fui sobrevivendo e aprendendo aos poucos como me defender nas ruas. Nessa luta di\u00e1ria pela sobreviv\u00eancia, com certeza mais apanhei do que bati. A disputa por alimentos \u00e9 muito grande entre os animais de rua. Certo dia, saindo para procurar o que comer, eu vi uns gatos reunidos em volta de alguma coisa. Era uma vasilha com \u00e1gua e outra com comida que os humanos d\u00e3o para os animais e chamam de ra\u00e7\u00e3o. Criei coragem, tentei me aproximar e tomei mais uma carreira. Da\u00ed eu ficava por ali esperando uma chance de chegar na comida, mas, quando eles iam embora n\u00e3o deixavam nenhum gr\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o. A fome de todos era grande e ali naquela vasilha era a \u00fanica chance de encher um pouco a barriga e esperar que no dia seguinte os humanos voltassem para oferecer &nbsp;mais \u00e1gua e ra\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Comecei a prestar a aten\u00e7\u00e3o nos humanos que vinham colocar \u00e1gua e comida para os gatos de rua. Logo cedo vinha o primeiro. Saia para passear com o seu c\u00e3o de estima\u00e7\u00e3o e trazia junto a \u00e1gua e a ra\u00e7\u00e3o. Gostava de colocar na cal\u00e7ada logo abaixo da boca dos tubos por onde entr\u00e1vamos e sa\u00edamos. Todos ficavam atentos \u00e0 sua chegada e era s\u00f3 ele se afastar e os mais fortes apareciam para comer. Se sobrasse alguma coisa eu e outros desc\u00edamos para aproveitar a sobra. <\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde aparecia o segundo humano. Ele vinha com  um pote de ra\u00e7\u00e3o, colocava uma por\u00e7\u00e3o numa cal\u00e7ada mais adiante e vinha at\u00e9 a boca dos tubos e completava a ra\u00e7\u00e3o que o primeiro humano havia deixado logo cedo. Foi assim que passamos a ter comida quase todos os dias. Quando sobrava os p\u00e1ssaros faziam a festa logo no amanhecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo os gatos do grupo come\u00e7aram a perder o medo dos humanos que nos alimentavam e alguns se deixavam tocar e acariciar. No grupo havia gatos dom\u00e9sticos que haviam sido abandonados e esses foram os primeiros a se aproximar dos humanos e dar coragem aos outros a aceitar a aproxima\u00e7\u00e3o. Eu sempre ficava na minha. N\u00e3o queria conversa com nenhum dos dois humanos. J\u00e1 tinha apanhado muito de outros gatos e levado muitas carreiras, chutes e pontap\u00e9s de alguns humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo humano vivia insistindo em se aproximar de mim. Teve um dia que ele custou a aparecer para colocar a ra\u00e7\u00e3o. Da\u00ed eu entrei sorrateiramente no condom\u00ednio onde ele mora e fui ficar debaixo do carro ao lado do dele. Quando ele chegou e abriu a mala do carro para pegar a ra\u00e7\u00e3o, eu tratei de aparecer fazendo aquele alongamento para dizer &#8211; t\u00f4 aqui humano, <\/p>\n\n\n\n<p>Surpreso com a minha presen\u00e7a, o humano achou de colocar ra\u00e7\u00e3o no p\u00e9 da coluna da garagem&nbsp;dele e ficar olhando eu comer. Acabou a ra\u00e7\u00e3o eu dei aquela miada de quero mais e ele colocou mais um pouco. Achei que tinha resolvido o meu problema. Eu n\u00e3o precisava mais apanhar nem ficar esperando as sobras para comer nas vasilhas l\u00e1 de fora na rua. No comecinho da noite eu ia me acomodar debaixo de um carro pr\u00f3ximo da garagem do humano e quando ele chegava eu j\u00e1 me anunciava para ele colocar a minha ra\u00e7\u00e3o no p\u00e9 da coluna.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"alignleft size-thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-CLOTILDE-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1461\" srcset=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-CLOTILDE-150x150.jpg 150w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-CLOTILDE-75x75.jpg 75w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-CLOTILDE-350x350.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para minha contrariedade, dois gatos espertos come\u00e7aram a&nbsp; me seguir e querer disputar a ra\u00e7\u00e3o noturna no p\u00e9 da coluna da garagem. Um gato preto metido a valente, o Neg\u00e3o, e uma gata de rabo cortado, a Cotilde, terrorista que sozinha batia em todo o grupo. O pau come\u00e7ou a cantar entre n\u00f3s. Teve madrugada dos humanos acordarem assustados com o barulho infernal da briga entre gatos dentro do condom\u00ednio. Eu estava entre os brig\u00f5es, sempre apanhando mais do que batendo. <\/p>\n\n\n\n<p>O humano as vezes exagerava na ra\u00e7\u00e3o e da\u00ed amanhecia sobras no p\u00e9 da coluna da vaga de garagem. Foi dai que o humano come\u00e7ou  a ficar encrencado por nossa causa. Os vizinhos passaram a reclamar das sobras de ra\u00e7\u00e3o no ch\u00e3o da garagem e principalmente das minhas dormidas em cima dos carros, que era a maneira que eu tinha de me proteger dos gatos terroristas. Os vigilantes do condom\u00ednio quando faziam a ronda noturna, tinham ordem para me expulsar de cima dos carros, mas nunca fizeram isso maltratando. <\/p>\n\n\n\n<p>Por conta das dormidas em cima dos carros, comecei a tomar carreira tamb\u00e9m de vizinhos do humano que nos alimentava. Um deles corria atr\u00e1s de mim com uma vasilha de \u00e1gua.  Era mais divertido do que perigoso.  A encrenca piorou a ponto de um vizinho e o sub-sindico irem at\u00e9 o apartamento do humano que nos protegia&nbsp; para fazer queixas e pedir para n\u00e3o colocar mais ra\u00e7\u00e3o no p\u00e9 da coluna da garagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da bronca toda eu mantive a minha estrat\u00e9gia. Come\u00e7o da noite eu ia me acomodar debaixo do carro mais pr\u00f3ximo do carro do humano. Ele chegava, eu me apresentava, ele pegava a vasilha de ra\u00e7\u00e3o na mala do carro e saia caminhando em dire\u00e7\u00e3o da rua e eu ia atr\u00e1s dele. Dessa forma eu era sempre o primeiro a comer. Pela manh\u00e3, logo cedinho, eu me plantava em frente a porta do apartamento dele.. Ficava ali disfar\u00e7adamente me esfregando na coluna, esperando ele sair e antes de ir para o trabalho deixar um pouco de ra\u00e7\u00e3o at\u00e9 que ele voltasse para servir a ra\u00e7\u00e3o da noite.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo foi passando e o humano insistia numa aproxima\u00e7\u00e3o comigo. Para n\u00e3o lhe desagradar eu ficava ali me ro\u00e7ando nas pernas das cal\u00e7as dele, mas nada de contato. Quando ele se abaixava para tentar me acariciar, eu pulava fora ou aplicava aquela azunhada na m\u00e3o dele. <\/p>\n\n\n\n<p>Fui ficando conhecido at\u00e9 pelos porteiros do Condom\u00ednio do humano. Tudo o que eles viam e ouviam a meu respeito, contavam para o humano que ficava sabendo de tudo. Por causa das minhas dormidas em cima dos carros, eles me chamavam de FOLGADO, de \u00cdNTIMO, at\u00e9 que passaram a me chamar de GUERREIRO SEM FUTURO e pegou. GUERREIRO tem tudo a ver comigo, e SEM FUTURO tamb\u00e9m tem tudo a ver com os gatos de rua que nem eu era.<\/p>\n\n\n\n<p>O humano fez duas tentativa para me tirar da rua. A primeira tentativa ele me atraiu para dentro do apartamento dele. Eu sempre fui muito desconfiado, mas ca\u00ed na estrat\u00e9gia do humano. Quando eu vi que ele havia me trancado dentro do apartamento, eu dei uma de gato insano e s\u00f3 n\u00e3o consegui fugir porque o apartamento \u00e9 todo telado. Tentei passar pela tela, mas s\u00f3 passava a minha cabe\u00e7a. Passei a noite trancado num quarto, pois no apartamento tem&nbsp; 2 cachorros shihtzus, o Hope e a Grazy, nada amig\u00e1veis com os gatos. Tem tamb\u00e9m no apartamento uma gata do nosso territ\u00f3rio, chamada de Princesa, que o humano resgatou depois que soube que queriam dar fim nela. Era da ala terrorista que entrava nos blocos do condom\u00ednio e virava as caixas de lixo atr\u00e1s de comida. <\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte da minha captura, o humano me colocou dentro de uma caixa. Resisti o quanto pude mas fui parar dentro da caixa. Na hora que ele vai saindo do apartamento, dei outra vez uma de gato doido e, para a minha felicidade, a porta da caixa abriu e eu pulei fora. Morto de fome corri para debaixo de um carro. O humano n\u00e3o tinha me dado comida na noite anterior. O humano foi para o carro dele, pegou ra\u00e7\u00e3o e colocou um pouco no p\u00e9 da coluna. Para tirar a barriga da fome, eu precisa chegar nessa ra\u00e7\u00e3o. Era a distra\u00e7\u00e3o que o humano esperava para me pegar pela cintura e colocar de volta na caixa. Mas, n\u00e3o dei moleza n\u00e3o. Fui parar dentro da caixa, mas o humano ficou todo azunhado. Quando ele abriu a porta do carro a porta caixa que eu estava  abriu outra vez e eu tratei de sumir.<\/p>\n\n\n\n<p>Passei tr\u00eas dias escondido do humano, mas n\u00e3o fiquei sem comer. Tinha a ra\u00e7\u00e3o que ele&nbsp; e o outro humano colocavam todos os dias l\u00e1 na rua. A ra\u00e7\u00e3o no p\u00e9 da coluna da garagem era um privil\u00e9gio s\u00f3 meu e que tinha que dividir na madrugada com os dois terroristas, o gato preto e a gata sem rabo. <\/p>\n\n\n\n<p>Depois veio a segunda e \u00faltima tentativa de me tirar da rua. Mais uma vez fui atra\u00eddo para dentro do apartamento do humano. No dia seguinte fui colocado na marra dentro de uma caixa e levado para um abrigo de gatos e cachorros. Chegando l\u00e1 a dona do abrigo me colocou para ficar dentro da casa dela e n\u00e3o junto com os outros gatos do abrigo. Ela j\u00e1 devia estar sabendo da minha fama.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"alignleft size-jnews-featured-750 is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GUERREIRO-CASTRADO-750x1092.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1471\" width=\"188\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GUERREIRO-CASTRADO-750x1092.jpg 750w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GUERREIRO-CASTRADO-206x300.jpg 206w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GUERREIRO-CASTRADO-703x1024.jpg 703w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GUERREIRO-CASTRADO.jpg 765w\" sizes=\"auto, (max-width: 188px) 100vw, 188px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Libertado da caixa, tratei de buscar esconderijos secretos para me manter agora longe dos humanos, dos gatos e dos cachorros do abrigo. Passava dias desaparecido, s\u00f3 saia nas madrugadas e s\u00f3 aceitava ser alimentado a dist\u00e2ncia. Observava tudo sempre muito quieto e sem dar brechas para aproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um belo dia, dei outra bobeira, fui pego e levado para uma cl\u00ednica para ser castrado. Foi a primeira vez que eu acordei, j\u00e1 castrado, e me vi no colo de uma humana, a dona do Abrigo que tem tipo muita paci\u00eancia comigo e me dado muito amor, carinho e aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Passado mais um tempo fui surpreendido com a chegada no abrigo da gata sem o rabo, a terrorista COTILDE. Um tempo depois veio a  gata chamada BRANQUINHA, trazida pelo mesmo humano que me trouxe para o Abrigo. Branquinha era a gata preferida do humano que sempre vinha colocar a ra\u00e7\u00e3o e a \u00e1gua durante o passeio com o seu cachorro. Estamos outra vez reunidos, mas, desta vez sem brigas, bem acolhidos e protegidos da rua e dos maus tratos. Ainda assim, a terrorista Cotilde j\u00e1 aprontou uma das suas valentias, azunhando a orelha de um dos cachorros do abrigo. O gato Neg\u00e3o, de quem levei algumas peias, nunca mais ouvir falar.  <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"alignright size-thumbnail is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-BRANQUINHA-2-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1478\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-BRANQUINHA-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-BRANQUINHA-2-75x75.jpg 75w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/FOTO-BRANQUINHA-2-350x350.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Agora estou perdendo o medo dos humanos por tudo aquilo que passei nas ruas. J\u00e1 ando pela casa inteira durante o dia, me esfrego gostoso e despreocupadamente nas paredes, deito na cama deles e fico os observando. At\u00e9 j\u00e1 durmo junto sem medo de ser maltratado. J\u00e1 entendi que aqui os humanos s\u00f3 querem dar e receber amor aos animais. Sinto que mais um pouco &nbsp;vou estar totalmente libertado do medo para receber muitos beijos e abra\u00e7os dos humanos que me acolheram e me deram vida e prote\u00e7\u00e3o. Que outros gatos GUERREIROS tenham a mesmo sorte que eu, COTILDE e BRANQUINHA. A gente s\u00f3 quer dar e receber muito amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu vou contar para os humanos a minha hist\u00f3ria. Nasci numa casa desocupada onde minha m\u00e3e e outros gatos de rua viviam em grupo e se abrigavam. Quando a noite chegava os adultos saiam para passear, namorar, mas, principalmente para ca\u00e7ar alimentos. Minha m\u00e3e sempre ia junto com o grupo. 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