{"id":1160,"date":"2022-04-22T16:39:44","date_gmt":"2022-04-22T19:39:44","guid":{"rendered":"http:\/\/clubedabaladeira.com.br\/?p=1160"},"modified":"2022-04-22T16:43:58","modified_gmt":"2022-04-22T19:43:58","slug":"tucumanzada-na-testa-so-quem-ja-levou-sabe-como-e-que-e-doi-pra-burro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/index.php\/2022\/04\/22\/tucumanzada-na-testa-so-quem-ja-levou-sabe-como-e-que-e-doi-pra-burro\/","title":{"rendered":"TUCUMANZADA na testa, s\u00f3 quem j\u00e1 levou sabe como \u00e9 que \u00e9 &#8211; d\u00f3i pra burro&#8230;"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"alignleft size-thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"http:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/caroc\u0327o-de-tucuma\u0303-150x150.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1162\" srcset=\"https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/caroc\u0327o-de-tucuma\u0303-150x150.jpeg 150w, https:\/\/clubedabaladeira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/caroc\u0327o-de-tucuma\u0303-75x75.jpeg 75w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><figcaption>Caro\u00e7o de Tucum\u00e3<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Eu adoro Tucum\u00e3, venha ele hoje do jeito que vier, principalmente no sandu\u00edche com queijo coalho, o insubstitu\u00edvel x-caboquinho. dos amazonenses. <\/p>\n\n\n\n<p>A minha rela\u00e7\u00e3o com essa fruta come\u00e7ou ainda na pr\u00e9-adolesc\u00eancia, quando eu s\u00f3 me interessava mesmo era pelo seu caro\u00e7o. Eu e uma galera da minha rua us\u00e1vamos os caro\u00e7os para fazer os nossos times de bot\u00e3o, polidos com cera de sapato, as bolinhas feitas da corti\u00e7a das rolhas de garrafas de vinho do meu av\u00f4 Manuel. Para jogar e movimentar os bot\u00f5es, us\u00e1vamos os pentes da marca &#8220;Flamengo&#8221;, que eram considerados os mais flex\u00edveis e n\u00e3o quebravam com facilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Como disse, \u00e9 dos bot\u00f5es que eu guardo as melhores recorda\u00e7\u00f5es. Mod\u00e9stia \u00e0 parte, eu era um bom jogador de bot\u00e3o. Do caro\u00e7o, entretanto, guardo tamb\u00e9m na mem\u00f3ria um epis\u00f3dio nada agrad\u00e1vel do que aconteceu comigo voltando da escola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu estudava pela parte da tarde no Grupo Escolar Ant\u00f4nio Bittencourt. Uma escola p\u00fablica que existe at\u00e9 hoje, localizada quase em frente ao Est\u00e1dio da Colina, em Manaus. Quando eu gastava o dinheiro contado da passagem do \u00f4nibus, n\u00e3o restava-me outra sa\u00edda a n\u00e3o ser voltar a p\u00e9 para casa. Era uma boa caminhada solit\u00e1ria que ia da Escola, no bairro de&nbsp; S\u00e3o Raimundo, at\u00e9 minha casa, na Get\u00falio Vargas.<\/p>\n\n\n\n<p>Num desses dias que eu voltava a p\u00e9 para casa, j\u00e1 caminhando pela Rua Leonardo Malcher, observei&nbsp; a certa dist\u00e2ncia que dois moleques da minha idade discutiam na beira da cal\u00e7ada. Quanto mais eu me aproximava, mais a discuss\u00e3o entre eles parecia se acirrar. Nem sei dizer por qual motivos discutiam. Passei por eles andando bem r\u00e1pido e at\u00e9 sem ser percebido. Alguns metros adiante, um deles passa por mim correndo j\u00e1 com os calcanhares batendo na bunda. O outro, sem que eu visse, pois estava de costas para ele, atira um caro\u00e7o de tucum\u00e3 na dire\u00e7\u00e3o do colega com quem discutia. Resultado: &#8211; errou o alvo. O caro\u00e7o foi em dire\u00e7\u00e3o do poste de luz logo \u00e0 minha frente, bateu e simplesmente voltou na meio da minha testa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; PQP! Que dor filha-da-puta!.<\/p>\n\n\n\n<p>Desculpem, mas s\u00f3 existe essa express\u00e3o para traduzir fielmente o que senti naquele exato momento. Porra, d\u00f3i pra burro. Coloquei a m\u00e3o na testa e sentei na beira da cal\u00e7ada totalmente leso. Do\u00eda pra caralho meo! Sorte que o moleque que me atingiu por tabela n\u00e3o fugiu e veio em meu socorro ver o que aconteceu. Logo em seguida a m\u00e3e dele tamb\u00e9m aparece na janela da casa e em seguida saiu para ver o que estava acontecendo comigo. Acabei sendo levado para dentro da casa, onde me colocaram uma compressa de gelo na testa para aliviar a dor. S\u00f3 passando a m\u00e3o na testa dava para imaginar que o galo era um parrudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3e do moleque que me atingiu com o caro\u00e7o de tucum\u00e3 ficou preocupada com a minha situa\u00e7\u00e3o. Queria de qualquer maneira me levar at\u00e9 em casa. Consegui convenc\u00ea-la de que j\u00e1 estava bem e n\u00e3o seria preciso. Peguei a minha bolsa e sai no rumo de casa. No caminho, a minha preocupa\u00e7\u00e3o passou a ser outra. ou seja, o que eu iria dizer em casa. Como explicar aquele galo parrudo na testa.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de pensar um pouco, e sem encontrar uma sa\u00edda, decidi esconder o galo com o meu cabelo. Achei que no dia seguinte o galo ia desaparecer da minha testa. Entrei em casa e fui direto para o meu quarto Tomei meu banho e s\u00f3 depois criei coragem de ver no espelho o tamanho do galo que me fizeram na testa. Tomei um susto diante do espelho. Parecia assim que o caro\u00e7o de tucum\u00e3 tinha passado inteirinho para o lado de dentro da minha testa. Um horror!<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, acordei cedo e fui direto para o espelho. Para minha decep\u00e7\u00e3o, o galo estava l\u00e1 do mesmo jeito. Pior ainda &#8211; estava ficando roxo. Eu tinha ent\u00e3o que arrumar uma maneira de fazer aquele galo passar despercebido dentro de casa.  Depois de avaliar algumas alternativas para esconder o galo, resolvi optar por mudar o penteado. Tasquei vaselina no cabelo e arrumei uma pastinha, estilo Ronnie Von, passando por cima do caro\u00e7o que havia ganho na testa. Depois era s\u00f3 esperar para ver o que ia acontecer.  <\/p>\n\n\n\n<p>Acabou dando tudo errado! Na aula particular pela manh\u00e3, mal cheguei e todo mundo j\u00e1 percebeu e foi curtindo com a minha cara. Em casa, na mesa do almo\u00e7o em fam\u00edlia, eu sentava de frente para o meu av\u00f4. Ele ficava na cabeceira e eu na outra ponta junto com meu tio. O portugu\u00eas botou o olho em mim e foi logo perguntando com aquele seu sotaque portugu\u00eas inconfund\u00edvel:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Que raio de penteado engomado \u00e9 esse menino?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai, antes mesmo que eu esbo\u00e7asse uma resposta, completou:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o tenho filho veado!<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 fiquei sem sa\u00edda. S\u00f3 me restou naquele momento a alternativa de contar o que de fato havia me acontecido. \u00d3bvio que n\u00e3o consegui convencer ningu\u00e9m de que havia levado uma tucumanzada na testa por tabela. De quebra recebi mais um castigo para n\u00e3o gastar o dinheiro da passagem de \u00f4nibus na volta da Escola para casa. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu adoro Tucum\u00e3, venha ele hoje do jeito que vier, principalmente no sandu\u00edche com queijo coalho, o insubstitu\u00edvel x-caboquinho. dos amazonenses. 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